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CIDADANIA ECOLÓGICA

          Segundo Baldin e Albuquerque (2012), «O estudo da questão ambiental tem vindo assim a adquirir relevância para a compreensão das interrelações entre o ser humano e os respetivos contextos sociais, económicos, políticos e culturais (Ballesteros, 1985; Capra, 1986; Bookchin, 1998; Leff, 2000), sublinhando-se a necessidade de uma reflexão complexa sobre os direitos e os deveres associados ao ambiente, quer numa perspetiva individual, quer numa perspetiva coletiva.» É necessário que a população seja consciente e se mostre responsável no desempenho de uma cidadania ativa e ambiental, prevenindo e alterando certas atitudes e práticas recorrentes. A cidadania ecológica dá prioridade aos valores, aos níveis de atuação e principalmente à responsabilidade de todos face à preservação ambiental.

O conceito de cidadania ecológica varia de autor para autor, apesar de corresponder às diferentes perspetivas no que diz respeito aos direitos, deveres e responsabilidades na preservação do ambiente. «Assim, se para alguns autores a cidadania ecológica é de facto um novo tipo de cidadania (Dobson, 2003; Sáiz e Dobson, 2005), para outros, consagra apenas uma extensão da cidadania liberal (Bell, 2005; Hailwood, 2005), ou de uma cidadania republicana assente nas noções de virtude e de bem comum (Curry, 2000).» (Baldin e Albuquerque, 2012).

          Para que a cidadania ecológica apresente efeitos consideráveis, é necessário apostar politicamente, socialmente e educativamente, «na construção de uma ética global que deve estar subjacente a um projeto de sociedade assente na partilha, na prudência e no respeito». (Baldin e Albuquerque, 2012). Assim, o contributo de cada cidadão é necessário para que os hábitos e as atitudes se alterem e seja possível melhorar o ambiente. No entanto, a cidadania ecológica deve ultrapassar a dimensão individual. Embora as ações individuais sejam importantes, as ações coletivas e as ações por parte do Estado são fundamentais para atingir «(…) as condições sociais, económicas e políticas, que possibilitem de facto escolher agir de modo sustentável e justo (pense-se, por exemplo, no difícil acesso, em termos de preço e disponibilidade, a produtos verdes e reciclados), bem como determinar os consensos internacionais em torno das prioridades, das sanções e das metas inerentes à agenda ecológica, sem a dissociar, portanto, da agenda político-económica, global e local.» (Baldin e Albuquerque, 2012).

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